O Teste
Oito observações. Sim ou não.
Em que isto se apoia
O teste usa a mesma estrutura que a pesquisa sobre apego entre cães e humanos usa. Bowlby (1969) e Ainsworth (1969) nomearam quatro comportamentos que mostram se um ser está ligado a outro. Topál, Miklósi, Csányi, and Dóka (1998) mostraram que os mesmos quatro comportamentos se aplicam a cães e donos. Palmer & Custance (2008) e Prato-Previde et al. (2003) replicaram isso.
Os quatro pilares:
- Busca de proximidade — o cão quer ficar perto de você.
- Base segura — o cão explora a partir de você, e depende de você em lugares novos.
- Refúgio seguro — o cão se move em sua direção quando algo está errado.
- Reencontro — o cão cumprimenta você em especial quando você volta.
Este método acrescenta um quinto pilar: você como recompensa. Sua presença e seu elogio valem mais que comida de um estranho (Skinner, 1938 — reforçador secundário). Esta é a definição prática de amor que este site usa. Leia a Filosofia.
Como fazer
Cada pilar é testado em duas profundidades — uma forma básica e uma forma profunda. Oito níveis ao todo. Níveis mais altos precisam de lugares novos, estresse real e estranhos reais para serem testados. Não crie estresse de propósito. Espere a situação aparecer de modo natural.
Não oriente o cão. Não segure comida. Um "sim" só conta se o cão o faz em mais da metade das vezes em que a situação aparece. Faça o teste uma vez por mês.

Nível 1Busca de proximidade
Proximidade voluntária
Um cômodo calmo em casa. Você se senta e lê. O cão pode andar livre pela casa. Sem comida.
O cão se acomoda a um braço de distância de você, mais vezes do que longe de você?
Topál et al., 1998 — a proximidade é o indicador mais básico de apego.

Nível 2Busca de proximidade · deep
Olhar para você no passeio
Um passeio normal com guia, com distrações leves. Você não chama o cão nem diz seu nome.
O cão olha para trás, para o seu rosto, por conta própria, mais de uma vez durante o passeio?
Prato-Previde et al., 2003 — orientação mantida para o dono entre distrações.

Nível 3Base segura
Acomoda-se em um lugar novo com você
A casa de um amigo, um café quieto, um banco novo no parque. Primeira visita.
Em até cinco minutos, o cão se deita a um braço de distância de você e fica ali?
Ainsworth's strange situation; Topál et al., 1998 — o dono ancora a exploração.

Nível 4Base segura · deep
Hesita quando você se afasta em um lugar novo
O mesmo lugar novo. Você sai do campo de visão por trinta segundos.
O cão para, se orienta para onde você foi, e espera ou segue — sem pânico e sem ignorar?
Palmer & Custance, 2008 — o efeito de base segura requer o dono em especial.

Nível 5Refúgio seguro
Move-se até você em um pequeno susto
Um pequeno susto diário: uma campainha, um aspirador ligando, uma panela que cai. Você está por perto. Sem orientação.
O cão se move em sua direção, em vez de ir ao ruído ou se afastar sozinho?
Bowlby, 1969 — resposta de refúgio seguro sob estresse leve; marcador clássico de apego.

Nível 6Refúgio seguro · deep
Procura você no medo real
Um susto verdadeiro: trovão, fogos, um quase ferimento, uma ameaça real. Não monte isso. Espere acontecer.
Quando o cão está de fato com medo, ele se move em sua direção — em vez de se afastar ou ir sozinho para um esconderijo?
Palmer & Custance, 2008 — proximidade movida por aflição é o indicador único mais forte de apego.

Nível 7Reencontro · deep
Cumprimento específico quando você volta
Você chega em casa ou volta ao cômodo após mesmo uma ausência curta. Outras pessoas podem estar presentes.
O cão vem até você primeiro, antes dos outros ou da porta, e cumprimenta você com atenção focada?
Topál et al., 1998 — o comportamento de reencontro é o teste canônico de apego.

Nível 8Você como recompensa · deep
Você acima do petisco de um estranho
Um ajudante calmo oferece um pequeno petisco ao cão a um metro de distância. Você fica do lado oposto e elogia o cão com voz normal.
O cão vem até você em vez de pegar o petisco?
O teste próprio deste método — seu valor como reforçador secundário supera a recompensa primária de comida (Skinner, 1938).
Como ler seu nível
- Níveis 1–2: foque em Alimentação e Brincadeira. Forme valor em casa primeiro.
- Níveis 3–4: foque em Passeio e Boas maneiras. Leve o vínculo para fora.
- Níveis 5–6: treine com distração e em lugares novos. Cuidados com escolha também ajudam.
- Níveis 7–8: confiança sob estresse. Não pode ser apressada. Espere chances naturais.
Fontes
- Ainsworth, M. D. S. (1969). Object relations, dependency, and attachment: A theoretical review of the infant–mother relationship. Child Development, 40, 969–1025.
- Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss, Vol. 1: Attachment. Basic Books.
- Topál, J., Miklósi, Á., Csányi, V., & Dóka, A. (1998). Attachment behavior in dogs (Canis familiaris): A new application of Ainsworth's (1969) Strange Situation Test. Journal of Comparative Psychology, 112, 219–229.
- Prato-Previde, E., Custance, D. M., Spiezio, C., & Sabatini, F. (2003). Is the dog–human relationship an attachment bond? An observational study using Ainsworth's strange situation. Behaviour, 140, 225–254.
- Palmer, R., & Custance, D. (2008). A counterbalanced version of Ainsworth's Strange Situation Procedure reveals secure-base effects in dog–human relationships. Applied Animal Behaviour Science, 109, 306–319.
- Skinner, B. F. (1938). The Behavior of Organisms. Appleton-Century-Crofts.